Lídia Pereira apela a reforço urgente da resposta europeia a fenómenos meteorológicos extremos

10.02.2026 13:58

Lídia Pereira apela a reforço urgente da resposta europeia a fenómenos meteorológicos extremos

Aviso importante

Os pontos de vista aqui expressos são opiniões da delegação nacional e nem sempre reflectem as posições do Grupo parlamentar do PPE

European Parliament

O Parlamento Europeu realizou esta terça-feira, 10 de fevereiro, um debate de urgência sobre os fenómenos meteorológicos extremos que atingiram Portugal, com a presença da Comissão Europeia, centrado no reforço da prontidão, da preparação e dos mecanismos de solidariedade europeus.

Na sua intervenção, Lídia Pereira expressou solidariedade às famílias afetadas pelas tempestades e inundações que devastaram sobretudo a região centro do país, sublinhando que esta foi “a intervenção mais difícil” desde que integra o Parlamento Europeu. A eurodeputada recordou que, na madrugada de 28 de janeiro, ventos superiores a 170 quilómetros por hora provocaram danos numa área superior a 30 mil quilómetros quadrados, destruindo milhares de quilómetros de rede elétrica e deixando ainda hoje muitas pessoas sem energia.

Natural da região centro, Lídia Pereira partilhou também o impacto pessoal da tempestade, afirmando que “sei o que é sentir a fragilidade do que tomamos por garantido”, defendendo que a reconstrução não pode significar regressar ao ponto de partida. “Se reconstruirmos como antes, estaremos a aceitar que a próxima tempestade volte a destruir tudo outra vez”, alertou.

Durante o debate, a Comissão Europeia assumiu compromissos importantes perante o Parlamento, nomeadamente a mobilização do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, o recurso ao Fundo de Solidariedade da União Europeia para apoiar a reconstrução e a utilização de instrumentos da Política Agrícola Comum para apoiar agricultores afetados.

Lídia Pereira defendeu que os eventos extremos deixaram de ser exceção e passaram a constituir o novo normal, exigindo uma mudança estrutural na ação política. “Temos de investir antes da tragédia, porque cada euro investido em prevenção poupa vidas, contém destruição e reduz sofrimento”, afirmou, apelando à integração da adaptação climática em todas as políticas públicas, desde o ordenamento do território às infraestruturas críticas.

A eurodeputada sublinhou ainda que a liderança europeia no combate às alterações climáticas só será credível se for sentida no terreno, na vida concreta das pessoas afetadas. “A solidariedade europeia tem de ser o novo normal”, concluiu.

Notas aos editores

O Grupo PPE é o maior grupo político no Parlamento Europeu, composto por 185 deputados de todos os Estados Membros

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