Após os ataques iranianos, a Europa precisa de defesa aérea conjunta agora

10.03.2026 14:31

Após os ataques iranianos, a Europa precisa de defesa aérea conjunta agora

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O drone "Kamikaze" Shahed-136, de fabricação iraniana, sobrevoa o céu de Kermanshah

O Grupo PPE pede que a Europa desenvolva capacidades robustas de defesa aérea, antimísseis e antidrones. As ameaças de mísseis e drones não estão mais confinadas a campos de batalha distantes - elas estão chegando à Europa. A guerra da Rússia contra a Ucrânia e o recente ataque de drones iranianos a uma base aérea britânica em Chipre mostram a rapidez com que o ambiente de segurança da Europa se deteriorou.

Antes dos debates desta noite no Parlamento Europeu e das votações de amanhã sobre projetos emblemáticos de defesa europeia e sobre a eliminação de barreiras ao mercado único de defesa, os eurodeputados do Grupo PPE estão pedindo novas ações para fortalecer a defesa da Europa.

A proteção de cidades, infraestruturas críticas e forças armadas contra drones, mísseis de cruzeiro e ameaças balísticas deve se tornar um elemento central da estratégia de segurança da Europa.

Para alcançar esse objetivo, é necessária uma cooperação europeia muito mais estreita. Mercados fragmentados e barreiras nacionais de aquisição ainda retardam o desenvolvimento e a produção de recursos de defesa essenciais. O fortalecimento do mercado europeu de defesa, a expansão das aquisições conjuntas e o lançamento de projetos comuns de defesa são essenciais para a construção dos sistemas de defesa aérea e antimísseis de que a Europa precisa com urgência.

"Não podemos defender a Europa com um mercado de defesa fragmentado, descoordenado, lento e ineficaz", afirmou o eurodeputado Hélder Sousa Silva, que liderou as negociações do Grupo PPE sobre o relatório relativo à eliminação dos obstáculos ao mercado único da defesa.

"Precisamos de uma verdadeira cooperação europeia na aquisição de material de defesa. Isso deve respeitar a soberania dos Estados-Membros e, ao mesmo tempo, garantir que todas as indústrias nacionais de defesa permaneçam conectadas aos esforços de defesa europeus mais amplos. Dada sua experiência no campo de batalha, a Ucrânia também deve se tornar parte integrante do mercado único, por meio de parcerias industriais, participação em aquisições conjuntas e colaboração constante entre as indústrias de defesa europeias e ucranianas", disse Sousa Silva.

"Devemos fortalecer as fronteiras orientais da UE contra ameaças híbridas, cibernéticas, marítimas e convencionais, integrando melhor a defesa aérea, a guerra eletrônica, a vigilância e os sistemas de segurança marítima. Preencher essas lacunas de capacidade é essencial para proteger nossos cidadãos e a infraestrutura da qual nossos Estados dependem", disse Riho Terras, eurodeputado e negociador do Grupo do PPE para os principais projetos de defesa europeus.

"Projetos como a Iniciativa Europeia de Defesa com Drones e o Eastern Flank Watch são mais necessários do que nunca. Ao mesmo tempo, a Europa deve acelerar os ciclos de inovação na UE, vinculando a pesquisa e o desenvolvimento à produção e aprofundando a cooperação com a Ucrânia, inclusive por meio da Drone Alliance", acrescentou Terras.

"O risco de um conflito global mais amplo não é mais teórico", disse o eurodeputado Andrzej Halicki, vice-presidente do Grupo do PPE para Assuntos Externos. "Devemos aumentar drasticamente nosso apoio à Ucrânia para acabar com a guerra em nosso continente. Também devemos investir maciçamente em nossa indústria de defesa, inclusive expandindo o novo mecanismo de financiamento de defesa da UE, o SAFE, e criando um guarda-chuva nuclear europeu para garantir proteção total aos nossos cidadãos", enfatizou Halicki.

Notas aos editores

O Grupo PPE é o maior grupo político no Parlamento Europeu, composto por 187 deputados de todos os Estados Membros

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