O governo espanhol deve prestar contas pelo fracasso na fronteira de Ceuta

O governo espanhol deve prestar contas pelo fracasso na fronteira de Ceuta

06.08.2026 16:37

O governo espanhol deve prestar contas pelo fracasso na fronteira de Ceuta

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Artigo de opinião sobre migração

O Grupo do PPE criticou hoje a decisão do ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, e da ministra da Migração, Elma Saíz, de não comparecerem à reunião extraordinária da Comissão de Assuntos Internos (LIBE) do Parlamento Europeu, convocada na sequência da crise sem precedentes de migração e segurança em Ceuta.

A audiência foi solicitada após a chegada a Ceuta de mais de 70 mil migrantes em situação irregular em questão de horas, a maior entrada irregular já registrada em uma fronteira externa da UE. No entanto, nenhum dos ministros compareceu perante os deputados do Parlamento Europeu para explicar a forma como o governo espanhol lidou com a crise.

“A crise de Ceuta não pode simplesmente ser declarada encerrada enquanto aqueles que entraram ilegalmente permanecem não identificados e falhas graves continuam sem solução. O governo espanhol não tomou as medidas necessárias para proteger a fronteira externa da Europa. A Europa dispõe dos instrumentos, desde a Frontex até a Europol, e o Pacto de Migração e Asilo oferece um quadro claro. É hora de o governo espanhol assumir suas responsabilidades. Em vez de dar respostas hoje, os ministros de Sánchez optaram por desprezar o Parlamento Europeu, recusando-se a comparecer e a enfrentar o escrutínio democrático”, afirmou a eurodeputada Dolors Montserrat, vice-presidente do Grupo PPE.

“A situação em Ceuta continua crítica. Milhares de migrantes permanecem na cidade, as instalações de acolhimento continuam operando acima da capacidade, e muitos menores desacompanhados estão atualmente sob os cuidados das autoridades locais. É inaceitável que os repetidos alertas das autoridades locais e dos serviços de segurança nas semanas que antecederam a crise não tenham sido levados em consideração”, afirmou a eurodeputada Lena Düpont, porta-voz do Grupo PPE para Assuntos Internos.

“Ceuta não é apenas a fronteira da Espanha — é a fronteira da Europa. Não se trata simplesmente de uma crise migratória; é uma crise de segurança nas fronteiras. Se quisermos preservar o Espaço Schengen, devemos proteger efetivamente nossas fronteiras externas. A Europa esteve ao lado da Espanha desde o primeiro dia, oferecendo apoio por meio da Frontex, da Europol e da Agência da UE para o Asilo. O governo espanhol deve fazer pleno uso desses instrumentos e trabalhar com seus parceiros europeus para restaurar o controle da fronteira externa da UE”, acrescentou Düpont.

Notas aos editores

O Grupo PPE é o maior grupo político no Parlamento Europeu, composto por 184 deputados de todos os Estados Membros

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