Europa: não temam as ameaças russas, enfrentem-nas

Europa: não temam as ameaças russas, enfrentem-nas

15.09.2026 16:02

Europa: não temam as ameaças russas, enfrentem-nas

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Kremlin, Moscou

O Grupo PPE defende uma resposta europeia mais firme aos ataques híbridos contra os Estados-Membros da UE e as infraestruturas críticas, com consequências reais para os responsáveis, insiste a deputada europeia Rasa Juknevičienė, autora do relatório sobre guerra híbrida. O relatório será discutido na terça-feira, em um debate conjunto sobre ataques híbridos contra os Estados-Membros da UE, e será votado na quarta-feira.  

“A Rússia continua sendo a principal ameaça à Europa”, afirma Juknevičienė. “Ouvimos diariamente sobre sabotagens e tentativas de sabotagem em nossas infraestruturas, drones que violam o espaço aéreo e até mesmo carregados de explosivos, como em Leipzig”, lembra ela.

“A Europa não conseguiu responder adequadamente. Por muito tempo, alguns temeram que uma resposta mais firme pudesse provocar Moscou. Mas aconteceu o contrário: o Kremlin interpreta a hesitação e o medo de uma escalada como fraqueza. Os líderes europeus devem deixar de temer as medidas necessárias para defender nossa segurança. O Grupo PPE quer uma resposta europeia mais firme aos ataques híbridos contra os Estados-membros da UE e a infraestrutura crítica, com consequências reais para os responsáveis”, afirma Juknevičienė. 

“Precisamos de uma resposta coordenada à guerra híbrida tanto em nível nacional quanto europeu e, quando for o caso, em conjunto com a OTAN. Também precisamos de uma implementação mais rápida do Eastern Flank Watch, regras mais rígidas para portadores de passaporte russo que entram na UE, sanções econômicas mais amplas — incluindo a frota-sombra russa —, mais recursos para combater a desinformação e uma proteção mais forte de nossas infraestruturas críticas”, conclui Juknevičienė. 

Notas aos editores

O Grupo PPE é o maior grupo político no Parlamento Europeu, composto por 184 deputados de todos os Estados Membros

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