Paulo do Nascimento Cabral critica aumento do custo de vida nas RUP por causa da descarbonização

Paulo do Nascimento Cabral critica aumento do custo de vida nas RUP por causa da descarbonização

28.11.2025 13:49

Paulo do Nascimento Cabral critica aumento do custo de vida nas RUP por causa da descarbonização

Aviso importante

Os pontos de vista aqui expressos são opiniões da delegação nacional e nem sempre reflectem as posições do Grupo parlamentar do PPE

Refugees At Port

O Eurodeputado do PSD Paulo do Nascimento Cabral alertou, esta semana, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, para o facto de “as Regiões Ultraperiféricas dos Açores e da Madeira dependerem dos transportes aéreos e marítimos para a sua própria sobrevivência”.

A intervenção ocorreu durante o debate relativo à criação de uma indústria europeia de combustíveis sustentáveis para a aviação e o transporte marítimo. No plenário, Paulo do Nascimento Cabral sublinhou que, “não obstante, representarem um valor residual nas emissões, têm de cumprir com regras aqui definidas, como é o caso do ETS (comércio de licenças de carbono), que tem levado a dois impactos principais: o primeiro, a diminuição das acessibilidades para estas duas regiões, - e tivemos a notícia recente do abandono da Ryanair das rotas para os Açores exatamente por causa do aumento dos custos motivados pelo ETS; e, segundo, o aumento dos custos dos transportes aéreos e marítimos, que se reflete no custo dos alimentos nas prateleiras dos supermercados”.

Paulo do Nascimento Cabral lamentou que “no fundo, quem paga esta transição são os açorianos e os madeirenses que veem o preço dos alimentos aumentar, bem como o seu custo de vida e mais dificuldades no dia a dia”, concluindo que “é por isso que não podemos deixar ninguém para trás e precisamos de um sistema robusto de apoio a estas duas regiões para que a transição seja efetivamente justa”.

Ao encerrar a sua intervenção, o Eurodeputado do PSD manifestou concordância com o princípio de que “o processo de descarbonização dos transportes aéreos e marítimos é um processo essencial”, ainda que ressalvando que tal esforço “deve ser global, e não apenas um compromisso europeu”, defendendo, neste contexto, que é “preciso ter em conta o acesso aos combustíveis sustentáveis, e também o impacto real destas medidas e o seu custo-benefício”, que manifestamente é demasiado pesado.C

Notas aos editores

O Grupo PPE é o maior grupo político no Parlamento Europeu, composto por 187 deputados de todos os Estados Membros

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