OS PONTOS DE VISTA AQUI EXPRESSOS SÃO OPINIÕES DA DELEGAÇÃO NACIONAL E NEM SEMPRE REFLECTEM AS POSIÇÕES DO GRUPO PARLAMENTAR DO PPE

Cláudia Monteiro de Aguiar promoveu ontem uma reunião, em Bruxelas, com representantes da Indústria Marítima, com o intuito de traçar os objectivos e prioridades do sector na programação do próximo quadro financeiro plurianual pós-2020.

O encontro, que reuniu vários deputados do Parlamento Europeu de diversas nacionalidades e forças políticas, todos com papel ativo e responsabilidades parlamentares no domínio dos Assuntos Marítimos, contou ainda com a presença do coordenador das Auto-Estradas do Mar, Brian Simpson, e de representantes da Comissão Europeia e da Agência Europeia para a Inovação nos Transportes. Do lado da Indústria participaram com intervenções diretas o grupo Wartsila, a Stena Lines, a Grimaldi/Alis, a E.T.E., a Transinsular, os construtores Armon, bem como os Portos de Barcelona, Marselha e Valência. A Academia fez-se também representar com a participação do Centro Internacional de Investigação CIMNE, bem como a Business School de Copenhaga.

Segundo Cláudia Monteiro de Aguiar, este encontro permitiu “fomentar o diálogo e a cooperação entre a indústria marítima e as instituições europeias, com o objectivo de preparar as prioridades para o pós-2020 e que rubricas devem ser incluídas ou apresentadas no próximo orçamento da União.”

No decorrer da reunião, a Eurodeputada destacou três elementos que considera fundamentais para garantir a coesão e a integração das Regiões Insulares e Ultraperiféricas no Mercado Único: “aumentar o financiamento do Mecanismo Interligar a Europa (CEF) para o setor e as respectivas taxas de co-financiamento para as Regiões Insulares que não usufruem, por exemplo, de montantes como os destinados aos transportes ferroviários; é importante por outro lado flexibilizar a regras de acesso ao CEF para as Regiões Ultraperiféricas para permitir mais investimentos em infraestruturas e redução dos impactos negativos deste sector”.

Cláudia Monteiro de Aguiar sublinha ainda que “a competitividade do sector deve passar pela criação de uma parceria entre o sector público e privado que permita a realização de projectos inovadores que deêm resposta aos desafios do sector, tal como já existe para o sector da aviação e ferroviário.”