OS PONTOS DE VISTA AQUI EXPRESSOS SÃO OPINIÕES DA DELEGAÇÃO NACIONAL E NEM SEMPRE REFLECTEM AS POSIÇÕES DO GRUPO PARLAMENTAR DO PPE

O executivo de Lisboa presidido pelo PS português, partido que também governa o país que preside à UE, entregou ao regime russo os nomes e moradas de cidadãos russos que participaram numa manifestação anti-Putin.
Justificadamente, os manifestantes em causa já deram a conhecer o medo que sentem. Afinal, trata-se da entrega de dados de manifestantes a um regime que persegue, detém e em algum casos elimina opositores. 

Nuno Melo considera que este acto é profundamente violador das regra do Estado de Direito a que todos os países que integram a UE estão obrigados e que, num momento em que derivas desta natureza se vão somando no nosso espaço comum, actos assim não podem passar em claro. Sublinha que os extremismos não são bons ou maus, conforme um governo seja de direita ou esquerda. Seja na Hungria, ou em Portugal, actos como o descrito e os seus autores não podem deixar de ser repudiados e os seus autores responsabilizados.
O eurodeputado submeteu, com carácter de urgência, requerimento à Comissão Europeia e Alto representante para os negócios estrangeiros e política externa, pedindo que as referidas instituições se posicionem os factos descritos, questionando ainda sobre o cumprimento do RGDP, nomeadamente artigo 9•, e que ações tencionam adoptar para os relevar e sancionar, bem como que actos consideram adequados por forma a defender a integridade física e a vida dos manifestantes denunciados às autoridades russas.
 

NOTAS AOS EDITORES

O Grupo PPE é o maior grupo político no Parlamento Europeu, composto por 178 deputados de todos os Estados Membros

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